Histórico
 Ver mensagens anteriores



Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 SBPC
 Rádio Universidade FM
 UFMA
 UEMA
 CEFET-Maranhão
 Fapema
 CAPES
 CNPQ
 Ministério da Ciência e Tecnologia
 Faculdade São Luís
 CEST
 Uniceuma
 FAMA
 FACAM
 Scielo
 Banco de Teses da CAPES
 BOCC-Biblioteca On Line das Ciências da Comunicação
 DIPLO - Le Monde Diplomatique
 Agência Carta Maior
 Biblioteca da UFMA
 Biblioteca Nacional do Brasil
 Biblioteca Nacional de Portugal
 Dicionário Priberan
 Enciclopédia Wikipedia
 IBGE
 Museu de Louvre
 Locutor
 Granma


Blog do Rádio Ciência
 

 

Série Maranhão Velho - 40 anos de poder (III)

Diante de tudo a que senhora apresentou, como se caracteriza o cenário político maranhense hoje?

Professora Arleth – É importante ultrapassar a fronteira das aparências. Fazendo isso, veremos que há mudanças, mas que elas não são tão grandes quanto o alardeado pela propaganda. Na verdade, temos no Maranhão uma dificuldade e lentidão enormes quando se trata de renovação das forças tanto políticas quanto econômicas. Dentro do grupo dominante essa renovação é dificultada pela prioridade exigida para os membros da família Sarney, tanto nos postos de comando político como no ramo empresarial. Disso resulta que os demais integrantes do grupo têm pouca autonomia e se encontram muito sujeitos aos interesses, ou mesmo caprichos, da família Sarney. Na oposição, essa pouca renovação de quadros tem a ver com a fragmentação dos diversos partidos ou grupos, com o predomínio das estratégias de competição em detrimento da colaboração, com a ausência de projetos comuns para além do plano eleitoral, e também com certo personalismo. Não renovando as elites política, fica difícil pensar em renovação das práticas políticas.

 

A oposição, agora Frente de Libertação, está indo pelo caminho certo para ganhar as eleições de 2006?

Professora Arleth – Prefiro não falar em termos de certo ou errado. Considero mais interessante analisar cenários e as possibilidades dessa estratégia. É óbvio que a decisão de unificar-se para a disputa eleitoral é importante, pois a oposição é pequena e fragmentando-se em diversas candidaturas ficaria mais fragilizada. Outro desafio fundamental é que essa Frente, se tem uma perspectiva de renovação democrática e de mudanças efetivas, não pode limitar-se a ser apenas um “anti”,‘anti Sarney’ ou anti qualquer outra coisa. Tem que ser afirmativa, ter identidade própria, ter propostas claras e assumir um compromisso forte de combate às diferentes formas de privatização da coisa pública, ou seja, corrupção, e estimular a participação autônoma da sociedade.

 

O ex-prefeito Jackson Lago é o nome indicado para disputar a eleição ao governo do Estado pela Frente de Libertação. Caso a vitória seja de Jackson, a senhora acredita que uma outra oligarquia poderá se instalar aqui no Maranhão? O cenário político atual ainda permite essa perpetuação no poder?

Professora Arleth – Oligarquia é mais que perpetuação no poder. Quando Aristóteles, ainda na Grécia Antiga, nomeou esse tipo de governo, quis designar, sobretudo, o governo de um grupo que atua visando à realização de objetivos do próprio grupo e não da coletividade. Se formos pensar a oligarquia nesses termos, é claro que ainda existem muitas possibilidades para a sua sobrevivência nos dias atuais. Mas esse conceito mudou e, por outro lado, não penso que seja isso que esteja colocado com a candidatura de Jackson Lago.Essa possibilidade pode referir-se a ele como a qualquer outra candidatura. O sistema eleitoral vigente permite que políticos se mantenham nos cargos por muito tempo, e muitos usam esse direito, para si ou para seus familiares ou mesmo partido. Mas a alternância de poder me parece muito importante para a democracia. Hoje, o cenário é de maior competitividade político-eleitoral, daí, só se mantêm muito tempo no poder um grupo que tenha raízes fortes, sejam elas de que tipo for. Essas raízes, não necessariamente se referem a ações voltadas ao alargamento da cidadania, podem ter bases menos nobres, como o assistencialismo, a dependência econômica dos eleitores, a propaganda ou poder econômico.

 



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 17h18
[] [envie esta mensagem]



 

Série Maranhão Velho - 40 anos de poder (II)

Este momento político do Maranhão é de ruptura?

Professora Arleth Borges – Se o ponto é a ruptura do atual governador José Reinaldo com o grupo pelo qual foi eleito, é fato que, nas últimas décadas, é a primeira vez no Maranhão que um governador não está alinhado ao grupo Sarney, que domina a política estadual. Mas, essa ruptura vem sendo avaliada com cautela, pois, desde que surgiu, suscita desconfianças pelo fato de que José Reinaldo tinha toda a sua história de vida política associada a José Sarney e seu estilo de fazer política.

Então, é compreensível que existissem e existam questionamentos quanto à sinceridade e a autoridade moral e política, desses dissidentes, após uma longa história de convivência e cumplicidades com a política hoje condenada pelo governador e seus aliados. Até agora, não vejo sinais de recomposição, mas é visível que a  “ruptura” é muito modesta, e não alterou em profundidade o tipo de política já tradicional nesse estado”. Até a mudança de pessoas, de lideranças nos postos de comando, foi pequena e as políticas adotadas não sinalizam grandes alterações no cenário maranhense. E não esqueçamos da constatação do escritor italiano (Lampedusa), segundo a qual, às vezes, é preciso que mude algumas coisas para que o essencial permaneça como está. Assim, a principal novidade e que pode favorecer ruptura é o fortalecimento da oposição, que, realmente, nunca teve reforços de tão grande monta, como é a presença do governador e a maioria de parlamentares em suas fileiras.

 

Há alguma semelhança entre o que aconteceu em 1965 e o que vem ocorrendo agora no Maranhão?

Professora Arleth – A história não se repete, mas é possível visualizar alguns pontos comuns. Embora a conjuntura seja realmente outra, revivemos, hoje, uma situação de dissidência dentro do grupo dominante de onde saiu um integrante com um discurso de mudanças, transformação e ruptura com o grupo dominante. Isso é parecido com o que ocorreu nos anos 60 com José Sarney, que saiu do grupo vitorinista com esse mesmo discurso salvacionista, de libertação do Maranhão. Até as bandeiras levantadas, e isso é muito interessante de ser observado, são praticamente as mesmas: a miséria, o problema fundiário, o subdesenvilvimento econômico etc. Na época do Sarney, o cineasta Glauber Rocha veio documentar o discurso de posse e, seguramente, um monte daquelas questões e cenas de miséria flagradas pelas suas câmeras, e apontadas por Sarney em tom de denúncias e preocupação para o novo governo, permanecem quase intactas mesmo depois de quarenta anos do chamado Maranhão novo.

 

E quais são as diferenças?

Professora Arleth – Entre as diferenças, tínhamos, em 1965, uma conjuntura externa muito favorável àquela ruptura, pois à época da eleição de Sarney nascia também o regime militar, que dava ampla cobertura para as mudança de elites regionais que resultassem em apoio aos governos militares. No caso do Maranhão, embora Vitorino não fosse inimigo do regime militar, Sarney despertou mais confiança e conveniência e isto resultou no deslocamento daquela elite tradicional, representada por Vitorino. Sarney foi, então, beneficiário desse apoio, desse incentivo, muitas vezes traduzidos em recursos para obras no estado. Por outro lado, lembremos que o período chamado vitorinista teve uma duração de vinte anos (1945 até 1965), e esse, de Sarney já está se encaminhando para quarta década. Isso significa que o grupo Sarney tem raízes fortemente estabelecidas, cultivadas por um tempo bastante longo, daí sua força não se limita ao comando do Poder Executivo, mas se espalha para os mais diversos setores –economia, judiciário, midiático, empresarial etc. Qualquer ruptura desse grupo tem um grau de exigência e abrangência muito maior. É tarefa que requer fôlego muito maior do que o desprendido em 65.  Outra diferença é que, apesar de termos um grupo dominante que tem conseguido maioria em todas as eleições para o governo, Legislativo e prefeituras, hoje há mais competitividade e o eleitor é menos dependente. Apesar disso, as eleições mantêm um viés plebiscitário (contra ou a favor do grupo dominante) e tem sido difícil viabilizar candidaturas tipo “terceira via”.

 

 



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 17h16
[] [envie esta mensagem]



 

Série Maranhão Velho - 40 anos de poder (I)

Entrevista: Arleth Borges

"PRÁTICAS POLÍTICAS CONTINUAM AS MESMAS NO MARANHÃO"

Por Carla Lima – de O Debate, especial para o Blog do Rádio Ciência

 

Professora e coordenadora do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Arleth Borges, com uma visão crítica, afirma que, apesar de haver um rompimento, não houve uma modificação expressiva na prática política do Estado. Para ela, a Frente de Libertação não pode ficar apenas no campo do “oposicionismo”. ela precisa, na verdade, de um projeto político, um programa e estratégias de mudanças efetivas para o Maranhão. Na série “O Maranhão Velho: 40 anos de poder”, o Blog do Rádio Ciência publica entrevista de Carla Lima com a cientista política Arleth Borges. Fique atento, e acompanhe neste blog novas entrevistas sobre este momento da História do Maranhão. 



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 17h12
[] [envie esta mensagem]



CONTINUAM ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A SBPC

 

Estão abertas as inscrições para a reunião anual da SBPC. A 58ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Ela acontece na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. As inscrições de trabalhos científicos para a SBPC estão abertas até o dia 21 de março.

Com  tema "SEMEANDO A INTERDISCIPLINARIDADE", a reunião anual da SBPC  será de 16 a 21 de julho.

Maiores informações sobre a Reunião Anual da SBPC na internet, no link "outros sites" ao lado, onde colocamos o saite da SBPC ou digitando  www.sbpcnet.org.br.



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 15h56
[] [envie esta mensagem]



REPRESENTAÇÕES SOBRE VIOLÊNCIA E RISCO NO BAIRRO DO COROADINHO

 

 

 

Estudar as representações sobre violência e risco na área do Coroadinho. Esse é o enfoque da pesquisa desenvolvida por Márcio Leandro Teixeira, acadêmico do programa de pós-graduação em Ciências Sociais da UFMA.

A pesquisa visa compreender as relações entre as comunidades e planos de segurança pública do Estado. Além disso, busca analisar a sociedade como interventora dessa situação, tendo a violência como elemento que perpassa as relações sociais.

Um dos objetivos da pesquisa de Márcio Aleandro é mostrar que o bairro do Coroadinho é uma área social como outra qualquer, tendo a violência como fator de organização desse espaço. Muitas vezes esse espaço é visto com preconceito, por ligar a imagens dos moradores a pessoas violentas por natureza.

Para desenvolver sua pesquisa, o mestrando procura embasar-se em teóricos como Victor Turner, que analisa a violência como fator que gera a ordem e desordem de um espaço.

Marcio Aleandro observa, por meio de sua pesquisa, que a violência mantém uma organização de espaço e constrói a identidade ao grupo pertencente ao bairro do Coroadinho. (Rafaela Vidigal)

 



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 15h54
[] [envie esta mensagem]



SOFTWARE LIVRE E AS NOVAS RELAÇÕES SOCIAIS DE PRODUÇÃO

 

 

 

Software Livre e as Novas Relações Sociais de Produção é o problema de pesquisa do mestrando em Ciências Sociais Bruno Rogens Bezerra. A pesquisa visa analisar as novas formas de propriedade que estão surgindo na Internet. Fundamentado no referencial sociológico marxista, que compreende que as forças produtivas do capitalismo em algum momento entram em contradição com as relações sociais de produção, Bruno Rogens, observa que hoje na Internet está se gestando os primeiros germes desta contradição. Para ele, estas formas de propriedade estão representando novas relações sociais de produção.

Ao analisar a Internet, Bruno Rogens percebeu que há, por parte dos usuários, acesso a uma quantidade muito grande a conteúdos e bens que são protegidos por regras de direitos autorais, copyright, ocorrendo daí uma contradição entre a disponibilidade e a forma de propriedade destes bens. Alguns programadores incomodados com esta  situação, resolveram criar o "movimento software livre", que visa garantir com que os produtos elaborados por eles sejam disponibilizados a uma comunidade que pode ter acesso livre a eles. Criaram também uma licença chamada “licença pública geral”, que rege a forma de licenciamento deste software, garantindo ao usuário: usar, estudar o código fonte, copiar o produto e disponibilizar livremente o produto pela Internet. Segundo alguns técnicos, estes são mais eficientes que os softwares proprietários, pois sendo disponíveis na Internet, podem ser melhorados, aperfeiçoados. (Emerson Marinho)

 

VOCÊ SABIA que as universidades brasileiras formaram quase 11 mil doutores em 2005?

Exatamente. As universidades brasileiras formaram 10.600 doutores, em 2005. O que corresponde a um crescimento de 12% em relação ao ano de 2004.

O Brasil se tornou maior no mundo científico. Dos artigos indexados em revistas internacionais, 1,8% foram de pesquisadores brasileiros.

O Brasil é considerado um país jovem em formação científica. Tem apenas 40 anos de formação de doutores. Ainda assim, em relação à ciência latino-americana, já detém quase 45% da produção ciéntífica. Você sabia? TOME CIÊNCIA!



Escrito por Equipe Rádio Ciência às 15h37
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]